O que é o MDA?

O MDA é uma visão combinada de discipulado pessoal, células caseiras de crescimento e multiplicação, cuidado pastoral e crescimento da igreja, onde cada cristão deve ser e fazer discípulos, participar de uma célula, abraçar a visão da igreja local, buscar a unidade da igreja mundial de Jesus, e colocar em primeiro lugar o reino de Deus. Dessa maneira, temos dois conceitos básicos para MDA:

MDA – Modelo de Discipulado Apostólico

Este significado, em sentido lato, refere-se ao modelo como um todo. Reflete a compreensão de Reino de Deus, de Igreja (tanto mundial como local) e a importância da célula para a igreja, como organismo, bem como para cada crente em Cristo, como membro do Corpo. No MDA, todo o trabalho eclesiástico, pastoral e missionário se pauta pelo entendimento de que a tarefa primordial da igreja de Jesus com relação ao mundo é fazer discípulos. Fazer discípulos em obediência aos valores e ao imperativo da Grande Comissão, começando por Jerusalém, continuando em toda a Judéia, avançando até Samaria e terminando nos confins da terra (Atos 1.8), até que todas as nações da terra tenham ouvido de Cristo, até que em todas elas haja discípulos fiéis, refletindo a imagem de Cristo.

MDA – Microcélula de Discipulado Apostólico

É o modelo em sentido estrito, referindo-se ao cuidado individual, pessoal. A microcélula é formada por duas pessoas, o discipulador e o discípulo. É a menor representação possível da Igreja, uma igreja com dois membros, como Jesus mesmo ensinou: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali eu estarei presente” (Mateus 18.20). O discipulado na microcélula é feito um a um, homem cuidando de homem e mulher cuidando de mulher.

Semper Reformanda

Quando se fala da Reforma de Martinho Lutero, na Alemanha, em 1517, logo nos vêm à mente as 95 Teses, e os postulados básicos da Reforma: sola fide, sola gratia, sola Deo, sola Scriptura, os quais enfatizam a importância capital da fé, da graça, de Deus e das Escrituras, quando comparados com a tradição da igreja romana. Lembramos também do sacerdócio real de todos os crentes, fortemente defendido por ele. Mas um dos grandes postulados da Reforma, com relação à Igreja, era este: Semper Reformanda. Isto vem do latim, e quer dizer: uma igreja reformada, sempre se reformando. Cremos nisso.

O MDA ainda está se desenvolvendo. Cremos num contínuo crescimento, desenvolvimento, amadurecimento das ferramentas e modelos que Deus nos dá para realizar a Sua obra aqui na terra. Cremos que Deus tem compromisso, acima de tudo, com gente, com valores, com princípios, com o projeto do Seu Reino. Os princípios e valores são eternos, imutáveis, aplicáveis a todo contexto; os métodos e modelos, não. Eles são ferramentas, e como tal devem ser avaliados à luz dos quesitos de relevância, aplicabilidade, funcionalidade, adaptabilidade e produtividade.

O MDA é modelo, mas em hipótese alguma o apresentamos como “a visão”, “a segunda ou terceira reforma”, ou o “último mover do Espírito antes da volta de Jesus”, como alguns movimentos e visões poderiam dizer de si mesmos.

A igreja local na visão do MDA

O MDA é um odre, e como tal queremos renová-lo sempre, à proporção que o Senhor Jesus, pelo Seu Espírito Santo, for derramando vinho novo em nós. Acreditamos que qualquer ministério ou visão, programa ou atividade eclesiástica que entre em competição com o plano e a agenda que Jesus delegou para a igreja local, incorre em pecado e corre o risco de estar trabalhando contra o projeto de Deus!

Cremos que o coração do Reino de Deus é a Igreja do Senhor Jesus. Em outras palavras, se qualquer ministério humanitário cristão não estiver edificando a Igreja do Senhor Jesus, ele está equivocado e com uma visão desfocada. Se ele estiver inteiramente focado em prestar ajuda humanitária aos pobres da África ou de qualquer outro lugar, mas sem fazer com que eles tenham um encontro e um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, seu serviço está incompleto.

Existem muitas organizações cristãs dispostas a ajudar a igreja local. É uma bênção toda ajuda nesse sentido. Contudo, a realidade geral nos mostra que, se não estiverem bem sincronizadas com a igreja local, essas organizações terminam competindo com ela, ao invés de serem uma ajuda, uma cooperação. A única coisa que justifica a existência de uma organização para-eclesiástica é o apoio incondicional que ela dará à igreja local.